Base instalada de equipos odontológicos no Brasil: volume, densidade e leitura estratégica

A maior parte do exercício profissional em odontologia depende diretamente de um equipo odontológico. Sem ele, a atividade clínica simplesmente não acontece. Por isso, métricas que descrevem a disponibilidade de equipos, a chamada base instalada, funcionam como uma boa aproximação do potencial de atividade odontológica em um território.

Neste post, analisamos três leituras representadas nos gráficos apresentados:

  1. Número absoluto de equipos odontológicos por município
  2. Número de equipos por 10.000 habitantes
  3. Número de equipos odontológicos por capital brasileira

As duas primeiras métricas são diretamente comparáveis entre si, pois descrevem a mesma base instalada sob perspectivas diferentes: volume total e ajuste populacional. Já o recorte por capitais representa uma abordagem distinta, mais adequada para comparações entre mercados urbanos específicos e para análises estratégicas regionais.

A proposta não é eleger uma métrica “correta”, mas explicitar que tipo de pergunta cada gráfico ajuda a responder, e como leituras fora de contexto podem levar a conclusões equivocadas.

1. Número absoluto de equipos odontológicos

O gráfico de quantidade absoluta de equipos evidencia um padrão esperado: grandes centros urbanos concentram volumes muito elevados de equipamentos. Municípios como São Paulo, por exemplo, aparecem com números impressionantes quando observados em termos absolutos.

Essa métrica é particularmente útil quando o objetivo é dimensionar mercado e operação, como:

  • Potencial de vendas em volume
  • Planejamento logístico e de distribuição
  • Dimensionamento de estoque regional
  • Estrutura de assistência técnica e pós-venda

Em termos práticos, é o indicador que mais se conecta com o faturamento total possível, especialmente para distribuidores e indústria que operam com escala.

Entretanto, o número absoluto não diz nada sobre proporção. Ele não informa se aquela quantidade de equipos é alta ou baixa em relação ao tamanho da população atendida.

2. Número de equipos por 10.000 habitantes (densidade)

Quando ajustamos a base instalada pela população, o padrão muda de forma significativa. Municípios menores, que não se destacam em volume absoluto, passam a aparecer com densidades elevadas de equipos por 10.000 habitantes.

Essa métrica é mais adequada para responder perguntas como:

  • Onde a oferta relativa de estrutura odontológica é maior?
  • Onde pode haver maior competição por paciente?
  • Em quais localidades a infraestrutura instalada parece elevada para o tamanho da população residente?

No entanto, a densidade exige leitura contextualizada. Em cidades pequenas, a presença de:

  • Faculdades e centros universitários
  • Cursos de especialização e clínicas-escola
  • Municípios-polo que atendem pacientes de cidades vizinhas

pode inflar o número de equipos registrados, criando a impressão de “excesso” em relação à população local, o que nem sempre reflete a demanda assistencial real.

Além disso, fatores como população flutuante e fluxos regionais de atendimento precisam ser considerados para evitar interpretações simplistas.

3. Número de equipos odontológicos por capital brasileira

chart visualization

Ao observarmos o recorte das capitais brasileiras, passamos a trabalhar com uma abordagem diferente das anteriores. Aqui, o foco não é comparar diretamente municípios entre si, mas observar como a base instalada se distribui entre mercados urbanos específicos, que concentram população, renda, serviços de saúde e maior complexidade assistencial.

É importante destacar que esse recorte não inclui automaticamente todas as grandes cidades do país. Municípios com elevada população e atividade econômica relevante podem não aparecer no comparativo simplesmente por não serem capitais de seus estados. Portanto, a ausência de uma cidade nesse gráfico não deve ser interpretada como baixa relevância odontológica, mas como uma limitação deliberada do critério de seleção.

Esse gráfico permite comparações mais homogêneas, já que:

  • As capitais compartilham características administrativas semelhantes
  • Há maior disponibilidade de dados complementares (renda, planos de saúde, rede pública e privada)
  • O papel regional dessas cidades como polos de atendimento é mais claro

Para decisões estratégicas, esse recorte é especialmente útil para priorização territorial, expansão de operações e análise de concorrência entre capitais. Já a avaliação de grandes centros não capitais exige o retorno às métricas por município, em volume absoluto ou densidade populacional.

Um cuidado metodológico importante

Os dados utilizados têm como fonte o CNES, que é um cadastro administrativo. Isso significa que ele indica onde o equipamento está registrado, mas não necessariamente:

  • Se está em uso
  • Em que condição se encontra
  • Qual o nível tecnológico
  • Qual a demanda real associada

Por isso, análises mais robustas devem cruzar a base instalada com outras variáveis, como:

  • População e perfil etário
  • Renda
  • Cobertura de planos odontológicos
  • Rede pública vs. privada
  • Número de cirurgiões-dentistas
  • Produção assistencial (quando disponível)

Volume e densidade não competem, se complementam

O erro mais comum é tentar interpretar a base instalada usando apenas uma métrica. Volume absoluto e densidade por população respondem a perguntas diferentes e devem ser analisados em conjunto.

Se você toma decisões em odontologia, seja na clínica, na distribuição ou na indústria, olhar para essas duas dimensões ao mesmo tempo reduz achismo, melhora a priorização de investimento e aumenta a qualidade do planejamento estratégico.

A pergunta final permanece: no seu dia a dia, o que pesa mais para a tomada de decisão, base instalada ou densidade por população?

Como transformar esse tipo de leitura em decisão prática

Análises como as apresentadas aqui ganham valor real quando são customizadas para o seu contexto específico. Dependendo do objetivo, é possível aprofundar esse tipo de estudo para responder perguntas como:

  • Onde priorizar expansão, abertura de unidades ou prospecção comercial?
  • Quais regiões apresentam sinais de saturação ou subatendimento?
  • Como ajustar estratégia considerando perfil populacional, renda, rede pública e privada e concorrência local?

Se sua organização atua na gestão clínica, distribuição, indústria ou planejamento estratégico em saúde, análises de base instalada podem ser integradas a outros dados para apoiar decisões com menos achismo e mais evidência.

Trabalhamos com projetos de consultoria e análise de dados em saúde e odontologia, combinando bases públicas, dados internos e modelos analíticos sob medida para apoiar decisões estratégicas.

Se fizer sentido para você, entre em contato para conversar sobre como esse tipo de análise pode ser aplicado à sua realidade.

Cursos de Odontologia no Brasil: O crescimento acelerado está acabando?

soma de alunos matriculados ano a ano

Em 10 anos, vimos o número de cursos de Odontologia no Brasil subir de 241 para 650, o que representa um aumento aproximado de 170%. Quando levamos em consideração a soma de pessoas matriculadas em algum desses cursos, o salto foi de 99.142 pessoas em 2015 para 162.750 pessoas em 2024, uma variação em torno de 64%.

Nesse cenário, será que o ritmo de crescimento de novas vagas continuará em alta no país nos próximos anos? E, quando olhamos estado por estado, as realidades são semelhantes?

Para responder a essas e a outras perguntas, elaboramos uma série de visualizações que ajudam a identificar a evolução do mercado de faculdades de Odontologia no Brasil nos últimos 10 anos, com destaque para o componente geográfico e as variações entre os estados. Os dados utilizados são provenientes do Censo da Educação Superior, realizado anualmente pelo INEP, um levantamento obrigatório para todas as faculdades registradas no MEC, o que assegura a consistência e a confiabilidade das informações.

Número de ingressantes

Em 10 anos, podemos ver alguns estados com aumento de mais de 200% no número de pessoas iniciando algum curso de Odontologia, como Pará, Goiás e Piauí. Mas, longe de ser um fenômeno nacional, é possível visualizar que alguns estados registraram pouca variação ou até mesmo queda nesse número. É o caso, por exemplo, de Acre e Amapá, com redução na ordem de 50% no total de ingressantes.

Com um olhar mais atento, é possível notar que estados mais populosos, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, tiveram uma variação mais modesta nos números, sendo, dentre estes, a maior na Bahia, com aumento de 60%, e a menor em Minas Gerais, com 35%.

Este é um número que reflete o termômetro de demanda por vagas em Odontologia: pessoas que se interessam em entrar no curso, seja por vestibular ou por troca de curso. Vamos à próxima análise, que mede o tamanho da população de graduandos no país.

Número de matriculados

O número de pessoas matriculadas é frequentemente utilizado pelo INEP para analisar os maiores cursos em número de estudantes do país. Atualmente, Odontologia ocupa o 6° lugar dentre os cursos de natureza presencial. Na área da saúde, está atrás, por exemplo, dos cursos de Enfermagem e Medicina, mas à frente de outros, como Fisioterapia e Farmácia.

Neste mapa, podemos observar uma heterogeneidade similar à que vemos no mapa anterior, com variações positivas altas no Pará (%), em Goiás (%) e no Piauí (%), mas também variações negativas no Acre (%) e no Amapá (%).

Variações próximas de zero refletem a estabilidade no número de pessoas cursando Odontologia em estados como Rio Grande do Sul e Amazonas, nos últimos 10 anos.

Tendência de estabilização no número de graduandos

Já este gráfico mostra a evolução, ano a ano, do número de matriculados em Odontologia nos cinco estados com maior quantidade de alunos. Veja que, após anos de tendência crescente, o resultado dos últimos dois anos aponta para uma estabilidade.

Leve-se em consideração que esses cinco estados representam mais de 50% da população brasileira e que, na análise individual, três deles apresentaram queda de 2023 para 2024 (São Paulo, Minas Gerais e Bahia). Podemos estar diante de um fenômeno muito recente, em que o ritmo acelerado de crescimento do mercado de cursos de Odontologia caminha para uma estabilização.

Novas vagas

Neste último gráfico, a evolução das vagas passa a ser analisada separando as redes pública e privada. A diferença entre elas é marcante: enquanto a rede privada responde pela imensa maioria das novas vagas e sustenta quase todo o crescimento observado na última década, a rede pública permanece praticamente estável, com pequenas variações ano a ano. Desde 2022, o volume de vagas ofertadas pela rede privada praticamente não se altera, sugerindo um possível platô após anos de expansão contínua. Já a rede pública mantém um patamar baixo e constante, sem indícios de aumento relevante no período. 

Esse cenário combinado sugere a ideia de um possível ajuste recente no mercado, que parece estar respondendo mais diretamente às oscilações de demanda. Ainda assim, por se tratar de um movimento recente, é preciso acompanhar os próximos anos para saber se estamos diante de uma estabilização real ou apenas de uma oscilação passageira.

Conclusões

Após anos de tendência crescente clara no mercado de Odontologia, os dados mais recentes sugerem um cenário de transição. Os próprios dados mostram um quadro heterogêneo: enquanto estados como Pará, Goiás e Piauí registram aumentos expressivos tanto em ingressantes quanto em matriculados, outros, como Acre e Amapá, seguem trajetória oposta, com quedas significativas. Esse contraste, somado à recente estabilidade observada nos maiores estados do país, sugere que o avanço do setor não é uniforme e que diferentes regiões caminham em ritmos distintos.

Ainda é cedo para afirmar que chegamos a um novo patamar definitivo, mas os indicadores de matrículas, ingressos e oferta de vagas apontam para um ritmo menos intenso do que o observado na década anterior. Para compreender se essa tendência representa de fato uma mudança estrutural ou apenas uma oscilação momentânea, será essencial acompanhar os próximos ciclos do Censo da Educação Superior.

Interessados em análises mais aprofundadas?

Se a sua instituição, empresa ou equipe deseja explorar dados educacionais ou do mercado de Odontologia com mais profundidade, com recortes personalizados, análises geográficas, projeções ou dashboards sob medida, nossa equipe pode ajudar.

Entre em contato para desenvolver estudos específicos que apoiem decisões estratégicas com base em evidências.

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Odontologia por gênero no Brasil

A cada ano o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) realiza o CENSO da Educação Superior. A pesquisa levanta informações sobre estudantes de Faculdades e Universidade em todo o Brasil. A pesquisa inclui informações detalhadas sobre as instituições de ensino e sobre os alunos matriculados. Neste post trazemos um pouco sobre a composição de estudantes que fazem Odontologia no Brasil, de acordo com gênero. 

Os gráficos trazem os números de ingressantes e concludentes em Odontologia no país. Pode-se observar que a proporção de pessoas do sexo feminino aumentou em 10 anos, chegando uma fração de aproximadamente 3/4 de todos os matriculados em Faculdades. 

O número absoluto de concludentes aparece sempre menor que o de ingressantes no decorrer dos anos. Isso se deve à abertura de novas faculdades, que admitiram novos alunos mas ainda não tiveram tempo para formar uma turma. De 2020 para 2021 vemos uma acentuação das curvas para cima, provavelmente como reflexo da pandemia de COVID-19 que alterou cronogramas de matrícula e formatura nas faculdades. 

Como complemento, trazemos também gráficos relativos às especialidades na Odontologia. Os números, disponíveis no site do CFO, mostram que Odontopediatria é a especialidade com maior percentual de pessoas do sexo feminino na Odontologia. Já Odontologia do Esporte configura como a especialidade com maior percentual de pessoas do sexo masculino. 

Diretrizes da ADA sobre uso de Inteligência Artificial na Odontologia

Confira a matéria escrita por Anderson Fedel no Odontologia News falando das diretrizes divulgadas pela ADA (American Dental Association) sobre uso de Inteligência Artificial na Odontologia.

Foi destacado o white paper produzido pela associação que traz análises e recomendações do uso de IA na área. O documento traz também um bom resumo das ferramentas já disponíveis atualmente e contam com essa tecnologia. 

Para acessar a matéria completa clique aqui

ChatGPT resolve prova de Odontologia

Prompt de início para resolução da prova
Prompt de início para resolução da prova

Fizemos o teste com o GPT-4, modelo de linguagem mais recente da OpenAI, através do ChatGPT.  Pedimos ao modelo que respondesse às questões de uma prova realizada pela Fundação Getúlio Vargas, para o cargo de Cirurgião-Dentista Odontologia Hospitalar da FUNSAÚDE. Os resultados você confere nesse post. 

O que é o ChatGPT?

Na área de Inteligência Artificial, existe um ramo exclusivo para o processamento de informações textuais. Esse campo, denominado Processamento de Linguagem Natural (PLN), emprega sofisticados algoritmos de Aprendizado de Máquina para executar tarefas relacionadas a texto ou, mais precisamente, à linguagem humana.

O ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI, é uma interface que faz uso de um tipo de modelo específico, o Generative Pre-trained Transformer (GPT). Tal modelo de linguagem, semelhante a outros de sua categoria, é treinado com enormes volumes de texto. Isso lhe permite executar diversas tarefas distintas, mesmo sem ter sido especificamente treinado para cada uma delas. Um dos grandes diferenciais dessa ferramenta é o modo de interação do tipo Chat, o que facilita o uso pelo usuário. Basta conversar com Chat e pedir a resposta que deseja. 

O teste

Para testar as habilidades do modelo em processar texto de diversas áreas, e trazer o assunto para a Odontologia, pedimos para que ele respondesse uma prova de concurso para o cargo de dentista. A prova constava das seguintes disciplinas: Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico, Atualidades, Legislação do SUS e Conhecimentos Específicos. As questões de conhecimentos gerais tinham peso 1 e as de conhecimentos específicos (Odontologia) peso 2. Utilizamos o seguinte prompt (texto de entrada para ser utilizado pelo modelo) antes de inserir as questões da prova: 

Você é um software que resolve questões de provas para concursos. Você deve retornar, para cada questão, apenas a letra correspondente ao item correto. Até que apareça no chat a sentença ‘pare agora’ você só dará esse tipo de resposta.”  

Em seguida, as perguntas, que foram retiradas do caderno de provas fornecido pelo instituição, eram paulatinamente inseridas no chat. Conforme instruído previamente, o modelo respondeu cada uma das questões informando a letra que corresponderia às respostas. 

Exemplo de resposta do ChatGPT às questões da prova
Exemplo de resposta do ChatGPT às questões da prova

Resultado

O modelo acertou 60% das questões de Língua Portuguesa, Raciocínio lógico, Legislação do SUS.  Já em Atualidades e Conhecimentos Específicos o acerto foi de 80%. Isso faz com que ele tenha no geral se saído melhor nas questões relacionadas a Odontologia que nas de conhecimentos gerais, para essa prova. 

Com esse nível de acerto e comparando com o número de questões feitas pelos candidatos, de acordo com com os editais de resultados, o modelo ficou no equivalente ao percentil 87,5 (ou seja, se saiu melhor que 87,5%) dos candidatos aprovados para a prova de títulos e no percentil 93 de todos os candidatos que realizaram a prova para o cargo. É bom salientar que uma questão de Legislação do SUS envolvia interpretação de imagem, logo o modelo não pôde responder. 

A nota geral, já levando em consideração o peso de cada uma das disciplinas, foi 74. Essa pontuação seria suficiente para levar à próxima fase da seleção. No entanto, dos candidatos aprovados ao final do certame, já com apresentação dos títulos, a menor nota da prova objetiva foi 77. 

OpenAI logo
Open AI, empresa criadora do ChatGPT.

Conclusão

Testes semelhantes já haviam sido feitos com o GPT-4 em provas como o “bar exam” e o USMLE“, ambos nos Estados Unidos, para  licenciamento em direito e medicina respectivamente. De forma supreendente o modelo teria passado nos dois. Essa, porém, parece ter sido a primeira vez que, de forma documentada, a ferramenta é testada em uma prova de Odontologia. Os resultados podem ser facilmente reproduzidos utilizando-se a Ferramenta ChatGPT Plus (que tem acesso ao modelo GPT-4), o prompt citado e a prova com gabarito que pode ser encontrada aqui.

Há técnicas que se utilizam de prompt engeneering para melhorar a acurácia das respostas dadas pelo modelo. No nosso teste optamos por apenas inserir as perguntas, explicando para o modelo apenas que se tratava de uma prova para concurso. Nenhum detalhe sobre os assuntos a serem abordados foi previamente informado ao chat

Fica bastante evidente a versatilidade do GPT-4. A habilidade do modelo de responder tais provas, mesmo sem um treinamento direcionado reitera o amplo escopo de suas possíveis aplicações. É preciso cuidado, porém, com as respostas equivocadas. Da mesma forma que a taxa de acerto não foi 100%, é preciso cautela ao lidar com resultados do modelo que não correspondam à realidade, embora escritos com aparente convicção pela máquina. 

Franquias odontológicas no Brasil

Este infográfico apresenta uma prévia do levantamento exclusivo realizado pela OdontoDados sobre as franquias odontológicas no Brasil. O estudo completo contém informações detalhadas sobre esses estabelecimentos, incluindo sua distribuição em todo o país. Para obter mais detalhes sobre o levantamento, entre em contato conosco.

Inteligência Artificial & Odontologia: Soluções, possibilidades e tendências.

Inteligência Artificial & Odontologia: Soluções, possibilidades e tendências.

Inteligência artificial e odontologia

Em julho de 2022 foi realizado, com transmissão pelo Youtube, o Webinário “Inteligência Artificial e Odontologia: Soluções, possibilidades e tendências”. O evento, primeiro no seu estilo, reuniu pessoas no Brasil e no mundo para falar sobre as soluções que utilizavam Inteligência Artificial para resolver problemas em Odontologia. Estiveram presentes representantes de empresas do Brasil, Estados Unidos e França falando sobre seus produtos inovadores para o mercado.

Promovido pela Dental Startups, MVPlay e apoio técnico da OdontoDados, o momento proporcionou três dias de intensa troca de conhecimento com pioneiros do uso desta tecnologia na Odontologia. Os vídeos estão disponíveis no YouTube e os links podem ser conferidos aqui:

1° Dia 

  • Anderson Fedel (OdontoDados)
    • Dados odontológicos e I.A.: quais as possibilidades?
  • Patrícia Pampanelli (NVIDIA)
    •  NVIDIA AI-powered solutions for healthcare
  • Vanessa Schenck (Dental Monitoring)
    • Monitoramento remoto de pacientes em tratamento ortodôntico com IA

2° Dia 

  • Marcelo Tournier (IGDORE)
    • Conexão Silicon Valley – Brasil
  • Fábio Matosinhos (Radio Memory
    • IA na imagenologia odontológica digital
  • Bruno Aragão (Machiron)
    • Visão computacional na Odontologia

3° Dia 

  • Kyle Stanley (Pearl)
    • AI in Practice: Artificial Inteligence Real Dentistry
  • Victor Hugo Ribeir (Dental Startups)
    • Dental Datathon – Maratona de programação da Odontologia
  • Alenio Mathias (DIO)
    • Diagnóstico e plano de tratamento por I.A.

Novos dentistas a cada ano no Brasil

Como já abordado anteriormente em outro post, é preciso ter cuidado com análises que utilizam números absolutos. Muitas vezes dados que parecem impressionantes podem simplesmente não ser informação tão valiosa assim.

Traremos aqui uma visualização que ajuda a entender melhor o número de novos dentistas inscritos em cada estado, nos últimos 20 anos. Para agregar mais informação aos números, dividimos a quantidade de novos inscritos pela populaçao de cada estado naquele ano. Dessa forma, saberemos quantos novos dentistas por habitantes estão entrando no mercado de trabalho. O número de inscritos nos CRO’s foi utilizado já que ao terminar a faculdade de Odontologia, devido a lei brasileira, a pessoa só poderar exercer a profissão caso se inscreva no CRO do respectivo estado.

Podemos notar que nos últimos 10 anos os estados do Norte aparecem com bastante frequência no topo da lista. Já dentre os estados do Sul, nesse mesmo periodo, apenas Santa Catarina aparece com frequência. O Distrito Federal é a UF que aparece por mais tempo em primeiro lugar. Vale ressaltar que o Distrito Federal tem diversas peculiaridadese e é sempre importante ter muita cautela ao fazer qualquer comparação com os estados.

Vamos agrupar os estados por região e observar se essas possíveis tendências se confirmarm. Desta vez utilizaremos um gráfico de linhas, já que o menor número de variáveis permite uma visualização mais intuitiva.

Parece que a região norte não se destaca tanto assim no período, quando analisada em conjunto. E a região Centro-Oeste ficou no topo, na maior parte do tempo. Isso acontece porque estamos levando em consideração as populações, e nesse caso há estados que influenciam muito na contabilização geral da região. Como é o caso do Pará, que concentra mais de 40% da população de toda a região Norte, mas que conta com baixos índices de novos incritos em relação à população. Isso “puxa” os números da região Norte para baixo. 

É interessante notar as variações nos anos de 2019, 2020 e 2021. Onde as regiões parecem não ter mudado muito de posição. Pode ser um efeito da pandemia de coronavírus, que junto com as medidas restritivas fez com que não houvesse muitas alterações no número de faculdades, assim como mostrou uma compensação em 2021 das pessoas que não conseguiram se formar em 2020. 

Encontrou a informação que precisava? Caso deseje outros dados ou uma informação mais específica, entre em contato. Temos o maior acervo privado de dados públicos sobre Odontologia no Brasil. Se você já tem os dados que precisa, mas não encontrou a melhor forma de visualizá-los, a OdontoDados também pode ajudar. Estamos prontos para sua demanda.